Radiologia Odontológica DigitalTomografia Computadorizada Odontológica Cone Beam

DOSE DE SABEDORIA #36

Conceito de FOV (Campo de Visão) no âmbito da tomografia Cone Beam  correlacionado com as especialidades odontológicas



O primeiro protótipo de tomógrafo cone beam odontológico surgiu na segunda metade da década de 1990. Yoshinori Arai, Universidade Nihon (Japão).  E o uso da tomografia do tipo cone beam como grande ferramenta de diagnóstico é bem definido na prática clínica odontológica.

            A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) forneceu uma série de benefícios a Clínica Odontológica. Em relação à tomografia computadorizada médica, possui inúmeras vantagens, entre elas: menor radiação; tempo de exposição e simplificação da técnica. Estas características fizeram que a aplicabilidade desse recurso abrangesse as seguintes especialidades: implantodontia, ortodontia, periodontia, cirurgia, traumatologia buco-maxilofacial, exames da articulação temporomandibular e endodontia.

            Para cada especialidade existem protocolos de indicação feitos pela Associação Americana de Radiologia, e pela Academia Europeia de Radiologia Dentomaxilofacial, de modo que possam zelar pelos princípios de “ALARA” (As Low As Reasonably Achievable) – Tão Baixo Quanto Razoavelmente Possível – mantendo a emissão de radiação ionizante tão baixo quanto razoavelmente exequível para o processo de diagnóstico. Um dos princípios básicos de uso da técnica é a justificativa para cada paciente da solicitação do exame, de forma que os benefícios superem os riscos de exposição do paciente a dose de radiação, e deve ser usada apenas quando as técnicas radiográficas não permitirem subsidiar as soluções clínicas para o paciente

            Atualmente, inúmeros fabricantes introduziram máquinas de TCFC com o campo de visão (FOVs) de diferentes tamanhos (Imagem 1) . As opções por seleção do FOV minimizam a irradiação no tecido pela possibilidade de expor apenas a área específica de interesse.

Os campos de visão são divididos em três grandes grupos:

Campo visão de pequena captura em uma região definida pelo usuário, geralmente igual ou inferior a 10 cm de altura (no esquema é representado S e S+)

Campo de visão de captura mediana (intermediária) envolve do meio das órbitas até o mento verticalmente e do côndilo para o côndilo horizontalmente (no esquema é representado M e M+)

Campo de visão grande mostra o teto das órbitas e o nasio até o osso hióide em um homem adulto típico (no esquema é representado L e XL).

Imagem 1- Esquema com os diversos tamanhos campos de visão (field of view)

            A seleção do FOV mais adequado na aquisição do exame de tomografia cone beam é baseada nos objetivos diagnósticos para a imagem, determinados por meio de uma avaliação clínica do paciente. O FOV recomendado para necessidades específicas também depende do tamanho do indivíduo. Assim, se a imagem de toda a região craniofacial for necessária, isso pode implicar o uso de um grande FOV para uma criança e um FOV estendido para um adulto (imagem 2).

Imagem 2 – Representa esquema que correlaciona situação clínica, imagem da região de interesse e o tamanho do FOV.

            Assim, a sequência de postagens do mês de março envolverá casos clínicos adquiridos em dois tipos de aparelhos CS8100 3D Carestream e iCat NextGeneration, ou seja, ela de forma mais localizada ou generalizada (FOV), para análise da dentição em desenvolvimento se enquadra como uma situação clínica em que se utiliza o uso da TCFC.