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DOSE DE SABEDORIA #4 | parte 2

Tomografia cone beam: Uma aliada para Implantodontia (Parte 2):

Na publicação anterior descrevemos a importância da tomografia cone beam (TCFC) para correlacionar o planejamento de implante dentário com as estruturas anatômicas maxilares, já no atual texto a correlação será com as estruturas anatômicas mandibulares.  

Morfologicamente, a mandíbula é um osso ímpar, em forma de ferradura e apresenta maior densidade óssea que a maxila. Normalmente observa-se que o processo alveolar se estende no sentido coronário, ao redor da raiz dentária, e o osso cortical vestibular é mais espesso que a cortical lingual, tal como na região posterior em relação à anterior. A inervação da mandíbula é realizada pelo nervo alveolar inferior (NAI) com prolongamento para região anterior como nervo incisivo (NI), sendo que os mesmos percorrem os canais mandibular e incisivo, respectivamente. O forame mentual (FM) é a terminação do canal mandibular.

Assim, as implicações clínicas na utilização da TCFC no estudo tridimensional da anatomia mandibular no planejamento nas instalações de implantes dentários são:

– Verificação da densidade óssea da mandíbula;

– Determinar em cortes transaxiais do processo alveolar a localização dos canais mandibular e incisivo;

– Mensuração da altura e espessura do rebordo osso alveolar em tamanho real;

– Verificar a perda óssea alveolar: Na região posterior, o canal mandibular (CM) e o forame mentual (FM) podem ser tornar mais superiores em relação à crista e, portanto, limitam a quantidade de osso disponível para inserção do implante. Na região anterior, o osso pode torna se extremamente delgado e limitar o espaço para inserção de implante; uma protuberância mentual acentuada pode complicar ainda mais essa inserção;

– Visualização da fóvea submandibular (pode formar-se uma concavidade acentuada inferiormente à linha milo-hióidea, reduzindo a espessura da mandíbula), pois uma perfuração por implante nessa área pode introduzir um processo infeccioso no espaço submandibular;

– Análises das possíveis variações anatômicas: Tórus mandibular e exostose vestibular.

Portanto, conclui-se que a empregabilidade da tomografia cone beam na implantodontia permite uma maior acurácia no planejamento da fase cirúrgica de colocação dos implantes metálicos e minimização de complicações.


Dose de Sabedoria por: Dra Ana Luiza Riul, Dr. Luis Fernando Jardim e Dra. Patrícia Jardim

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